quinta-feira, 12 de agosto de 2010

CARTA DA POROROCA

O Seminario amazonico gerou a Carta da Pororoca documento que contem as principais reivindicações do pessoal do norte, e que tem o pleno apoio de todos os integrantes da RBTR de todo o Brasil.
Carta da Pororoca
Rede Teatro da Floresta busca uma biopolitica construída por artistas/articuladores do Teatro da Amazônia. A Rede entende que o Brasil, com todas as suas instituições e mecanismos de políticas culturais para as artes do teatro, não poderá continuar míope quanto aos artistas do norte do país e suas poéticas e procedimentos cênicos, e principalmente, deixar de reconhecer o que significa o CUSTO AMAZÔNICO do fazer cultural/teatral em nossa região, implicando uma compreensão das dimensões histórica, geográfica, sócio-política, econômica e imaginária de nossa terra e tribos.

Quais são as ruas desses encontros de redes em Rondônia?

O asfalto, uma estrada de piçarra, uma trilha de mata, um igarapé, uma beira de rio, um alto-mar de água doce, o alto de um barranco, a profundeza de uma gigantesca cova de extração mineral, um “Q” de pedaço de céu aberto. Todas essas ruas são de uma “lonjura” e de uma largura amazônicas, que implicam custos tão imensos, do tamanho dessas geografias.

Nessas ruas, há sempre um teatro-troca entre artistas-índios, artistas-quilombolas, artistas-árabes, artistas-orientais, artistas-brancos – todos misturados como uma encantaria. Todos esses “imaginados”, “imaginários”, “reais” – fazedores de teatro – apresentam-se compondo o Teatro da Floresta, que associados a RBTR – Rede Brasileira de Teatro de Rua – criaram neste evento de Teatro de Rua, um fenômeno singular: a primeira POROROCA (encontro) de duas grandes redes de teatro do Brasil.

Juntos, nós teatreiros deste Brasil da diversidade, queremos reivindicar ações efetivas com o objetivo de construir políticas públicas para o teatro, mais democráticas e inclusivas, tais como:
Que os editais sejam regionalizados e sejam criadas comissões igualmente regionalizadas e indicadas pelos artistas, bem como a criação de mecanismos de acompanhamento e assessoramento dos artistas-trabalhadores e grupos de Teatro da Floresta;

Que dentro desta compreensão de regionalização, possa a Rede Teatro da Floresta, com transparência de critérios, gerir com autonomia a distribuição da verba destinada aos editais do setor para região Amazônica.

Que o MINC crie três representações do próprio Ministério, com escritórios da FUNARTE, iniciando desta forma a expansão pela região norte na perspectiva de abrangência de todo território brasileiro.

Com vistas ao reconhecimento do custo amazônico (em anexo), garantido nas principais diretrizes da 2ª Conferencia Nacional de Cultura. se faz necessária a criação de programas específicos que contemplem, na perspectiva de uma reparação: a produção, circulação, formação, registro e memória, manutenção, pesquisa, intercâmbio, vivência, mostras e encontros do Teatro da Floresta.

A aprovação e regulamentação imediata da PEC 150/03 (atual PEC 147), que vincula para a cultura, o mínimo de 2% do orçamento da União, 1,5% no orçamento dos estados e Distrito Federal e 1% no orçamento dos municípios;

Reformulação da lei 8.666/93 das licitações, convênios e contratos, com a criação de um capítulo específico para as atividades artísticas e culturais, que contemple nas alterações, a extinção de todas e quaisquer formas de contraprestação financeira, considerando que o trabalho artístico de rua já cumpre função social.

A extinção da Lei Rouanet e de quaisquer mecanismos de financiamentos que utilizem a renúncia fiscal, por compreendermos que a utilização da verba pública deve se dar através do financiamento direto do Estado, por meios de programas e editais em formas de prêmios elaborados pelos segmentos organizados da sociedade;

Criação de um programa interministerial (exemplo: MINC/MINISTÉRIO DAS CIDADES) em parceria com os Estados e Municípios para a construção e/ou reforma de espaços públicos (praças, parques e outros), adequando-os as necessidades dos artistas e trabalhadores das Artes de Rua, além da inclusão imediata destes espaços no programa de construção dos equipamentos culturais do PAC.

Que os espaços públicos (ruas, praças, parques, entre outros), sejam considerados equipamentos culturais e assim contemplados na elaboração de editais públicos, Plano Nacional de Cultura e outros;

Garantir a aplicação dos recursos obtidos através da extração do petróleo na região pré-sal, a extração de minérios e usinas hidroelétricas da Amazônia, para o Teatro da Floresta.
A criação de um programa nacional de ocupação de propriedades públicas ociosas, para sede do trabalho e pesquisa dos grupos de teatro de rua;

A extinção de todas e quaisquer cobranças de taxas, bem como a desburocratização para as apresentações de artistas-trabalhadores, grupos de rua e afins, garantindo assim, o direito de ir e vir e a livre expressão artística, em conformidade com o artigo 5º da Constituição Federal Brasileira;

Que os editais para as artes sejam transformados em leis para garantia de sua continuidade, levando em consideração as especificidades de cada região (ex: custo amazônico);

Que quaisquer editais públicos ou privados tenham maior aporte de verbas e que seja publicada a lista de projetos escritos, contemplados e suplentes, e a divulgação de parecer técnico de todos os projetos avaliados, para garantir a lisura do processo;

Promover o maior intercâmbio entre o Brasil e demais países da América Latina, através de programas específicos (exemplo: países que integram a Amazônia internacional);

Exigimos o apoio financeiro da FUNARTE aos Encontros Regionais, Nacionais e Internacionais, no valor equivalente ao montante que é repassado àqueles realizados pela Associação dos Festivais Internacionais de Artes Cênicas do Brasil.

Propomos como indicativo a inclusão nas Universidades, instituições de ensino e escolas técnicas, matérias referentes ao estudo do Teatro de Rua, da Cultura Popular Brasileira e do teatro da América Latina, bem como estas IES garantam o registro e a constituição histórica da diversidade cênica do Teatro da Floresta e obrigatoriamente um estudo do imaginário da Amazônia.

A valorização e financiamento das publicações e estudos de materiais específicos sobre teatro de rua e manifestações tradicionais Amazônicas, inclusive as contemporâneas, respeitando sua forma de saber enquanto registro.

Que o MINC realize uma reforma na diretoria de Artes Cênicas da FUNARTE, transformando as atuais coordenações em diretorias setoriais de Teatro, Circo e Dança.
Inclusão dos programas setoriais nos mecanismos do Pro cultura;

O Teatro da Floresta constituiu esta carta tendo como apoio as cartas desenvolvidas nos encontros presenciais da Rede Brasileira de Teatro de Rua, endossando que o Teatro de Rua é um símbolo de resistência artística, comunicador e gerador de sentido, além de ser propositor de novas razões no uso dos espaços públicos abertos. Levando em consideração as especificidades e a diversidade da região e do povo amazônico, com suas vozes, experiências e saberes.

Reunidos nestes 10 dias, ficou acordado que os próximos encontros da Rede Teatro da Floresta serão sediados nos festivais de caráter nacional e internacional da região amazônica.

25 de Julho de 2010
Praça das Caixas D’água, Porto Velho / RO
Rede Teatro da Floresta

Amazônia em Cena na Rua


De 16 a 25 de julho participamos do Amazônia em Cena na rua um festival que acontece em Porto Velho - Rondônia, e que contou com a presença de diversos grupos do Brasil. Juntamente aconteceu o Seminário Amazônico de Teatro de Rua que discutiu diversos assuntos relevantes à nossa arte na região norte e também no restante do país.

Tivemos a oportunidade de rever muitos amigos que fizemos aqui no encontro em canoas e fazer novos, trocando cada vez mais com grupos de diferentes linguagens e culturas, essa conexão sul /norte é muito importante e com certeza vai gerar muitos projetos e parcerias.

Para finalizar gostaríamos de agradecer o Chicão por todo esforço que fez para nos dar a oportunidade de participar deste evento.

7º encontro de articuladores da RBTR e 1º Encontro de articuladores do Mercosul

Esse mega evento realizado em Canoas - RS foi um sucesso recebendo a presença de mais de 50 artuculadores de todo o pais e america do sul, discutindo e pensando teatro de rua, trocando experiencias e criando soluções para a nossa arte tão popular e ao mesmo tempo tão desvalorizada pelas autoridades governamentais. Esperamos que esse encontro sirva de impulso para os proximos que estao por vir e agradecemos a todos que aqui estiveram e deixaram um pouco da sua historia em canoas





CARTA DO 7º ENCONTRO DE ARTICULADORES DA RBTR EM CANOAS

A Rede Brasileira de Teatro de Rua, criada em março de 2007, em Salvador/Bahia, é um espaço físico e virtual de organização horizontal, sem hierarquia, democrático e inclusivo, presente em todos os estados brasileiros. Todos os artistas-trabalhadores, grupos de rua e afins pertencentes a RBTR podem e devem ser seus articuladores para, assim, ampliar e capilarizar, cada vez mais, suas ações e pensamentos.A RBTR reafirma sua missão de:• Contribuir para o desenvolvimento do fazer teatral de rua no Brasil e na América Latina;• Lutar por políticas públicas culturais com investimento direto do Estado, por meio de fundos públicos de cultura, garantindo assim o direito à produção e ao acesso aos bens culturais a todos os cidadãos brasileiros;• Possibilitar as trocas de experiências artísticas entre os grupos de teatro da rede;• Reafirmar a necessidade de uma nova ordem por um mundo socialmente justo e igualitário.Mobilizados para a discussão e elaboração das diretrizes para a utilização do Fundo Setorial para o Circo, a Dança e o Teatro, encaminhamos ao Ministério da Cultura e à Fundação Nacional de Arte as seguintes propostas:- Que no edital "Programação de Espaços Cênicos" seja aceita a proposta de Sedes Públicas com projetos de ocupação artística de espaços públicos abertos por grupos e coletivos de Teatro de Rua. Sedes Públicas são praças, parques e outros espaços abertos onde grupos atuam com freqüência realizando apresentações, ensaios, oficinas, reuniões e outras atividades teatrais.- Que seja explicitado nos novos editais e que tenha condições igualitárias a modalidade: teatro em espaços públicos abertos- Que seja revisto o valor destinado aos Produtores Independente/Empresas Produtoras em relação aos outros editais. Apoiamos a proporcionalidade de 3x1 (Núcleos com trabalhos continuados x Produtores Independentes/Empresas Produtoras).- Que a Comissão de Seleção seja regionalizada como garantia de representação estadual, tendo a participação de pessoas conhecedoras dos aspectos culturais, dos grupos e das pessoas verdadeiramente comprometidas com o seu fazer para seleção dos projetos apresentados.- Que os participantes das Comissões de Seleção sejam pessoas com conhecimento e atuação no teatro feito em espaços abertos e espaços fechados.- Que o Fundo Setorial para o Circo, a Dança e o Teatro seja lançado na primeira quinzena de agosto de 2010 e que o total investido seja aumentado tendo em vista a abrangência destas três áreas. Conforme documento entregue ao Secretário Gustavo Vidigal, no dia 02 de junho de 2010, em Brasília.O Teatro de Rua é um símbolo de resistência artística, comunicador e gerador de sentido, além de ser propositor de novas razões no uso dos espaços públicos abertos. Mais do que lícito, o teatro de rua presta um serviço imensurável ao desenvolvimento da cidadania, levando conhecimento, saber e entretenimento com acessibilidade gratuita para todas as classes sociais. Para além de uma expressão estética nosso ofício é impulsionado pelo sonho de uma sociedade mais justa e fraterna, pelo direito universal à cultura e à vida.
Agradecemos pela atenção dos senhores.
“A rua é sempre o firmamento de toda arte”
Ray Lima

domingo, 25 de abril de 2010


Encontro Brasileiro de Teatro de Rua mobiliza
artistas e encanta o público gaúcho!
Está confirmado o 7º Encontro da Rede Brasileira de Teatro de Rua, que ocorre de 1 a 6 de Maio em Canoas – RS. O principal objetivo da organização do evento é apresentar, pensar e planejar o teatro de Rua, através de uma mostra de 17 peças teatrais brasileiras e do Mercosul, além de fomentar a arte e os artistas através de encontros e debates sobres os temas pertinentes a arte teatral ao ar livre.
Entre as apresentações estão confirmados importantes grupos nacionais como Cirquinho do Revirado (SC), Mamulengo da Folia (PE), Cia Circo Teatro Capixaba (ES), Bando La Trupe de Natal/RN e do Mercosul, como Grupo Circo Vê de Buenos Aires – Argentina.
As atrações estaduais ficam com os grupos De Pernas Pro Ar (Canoas), Cia TIA (Canoas), Timbre de Galo (Passo Fundo) Hora Vaga (Garibaldi), Ueba - Produtos Notáveis (Caxias do Sul). Da capital apresentam-se a Oigalê Cooperativa de Artistas, Grupo Manjericão, Grupo Mototóti, Povo da Rua teatrodegrupo, Cambada do Teatro em Ação Direta Levanta Favela..., Cia. UmPédeDois e Cia. Teatro Di Stravaganza.
O Encontro ainda recebe, além de um articulador de Teatro de Rua de cada estado brasileiro, o Núcleo de Pesquisadores de Teatro de Rua.
As apresentações, todas gratuitas, irão ocorrer entre os dias 1 e 3 de maio, respectivamente, no Parque Eduardo Gomes, Praque Capão do Corvo e Centro de Canoas, nas proximidades Calçadão/Prefeitura e os debates dos membros da Rede Brasileira de Teatro de Rua – RBTR - acontecerão na sede da AABB.
O 7º Encontro de Articuladores da Rede Brasileira de Teatro de Rua e o 1º Encontro de articuladores do Mercosul é uma realização da RBTR e da RBTR-RS, com apoio da Prefeitura Municipal de Canoas e Ministério da Cultura - Funarte.
A RBTR
A Rede Brasileira de Teatro de Rua – RBTR tem por missão lutar por políticas públicas de cultura, com investimento direto do Estado em todas as instâncias: Municípios, Estados e União, para garantir o acesso aos bens culturais, em especial o teatro de rua, a todos os cidadãos brasileiros construindo assim um país mais justo.
Em seus objetivos, procura promover a produção, a difusão, a formação, o registro, a circulação e a manutenção de grupos de teatro de rua e de seus fazedores.
A RBTR surgiu em 2007 e é um espaço físico e virtual de organização horizontal, sem hierarquia, democrático e inclusivo. O intercâmbio da RBTR ocorre de forma virtual, mas suas deliberações são realizadas em encontros presenciais. Atualmente, a RBTR esta articulada em 21 estados da nossa federação, com aproximadamente 500 articuladores.

Mais Informações
www.rbtrrs.com.br
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www.twitter.com/rbtr_rs


Programação do Evento


Dia 1 de Maio – Apresentações Artísticas


Histórias de Circo sem Lona
Cia TIA – Canoas/RS


Três palhaços sem eira nem beira, que não tem muitos dotes tem que encontrar uma maneira de conquistar o pão de cada dia... e assim o homem vai vivendo, equilibrando-se entre os contrários, compreendendo a necessidade de “ganhar o pão com o suor de seu rosto”, mas criando mecanismos para escapar das pressões cotidianas, reagindo ao exagero dos puritanos e se contrapondo a tristeza e a violência do mundo.


Direção Coletiva
Horário: 10h
Local: Parque Eduardo Gomes




Caravana da Ilusão
Povo Da Rua TeatroDeGrupo – Porto Alegre/RS


Numa estrada deserta uma trupe de artistas mambembes se deparam com os caminhos que se bifurcam, a encruzilhada. De imediato a dúvida, o medo e a ansiedade por renovações e descobertas, e em meio de sentimentos e ilusões os desenlaces da trupe se materializa através de uma cigana encantadora e amaldiçoada.


Direção: Fernando Kike Barbosa
Horário: 11:15
Local: Parque Eduardo Gomes



Circo VE, Prismáticos
Galpon VE – Buenos Aires - Argentina

O jogo convoca e existe através de dois palhaços, criando um universo de se desenvolve através da ação. O público é parte do espetáculo, sendo convocado a jogar permanentemente, tomando partido sobre a cena.

Direção: Eduardo Bertoglio
Horário: 14h
Local: Parque Eduardo Gomes


Auto da paixão e da Alegria
Grupo Timbre De Galo – Passo Fundo/RS


Sinopse: O espetáculo é uma divertida comédia feita a partir de versões populares das estórias da Paixão de Cristo. A peça narra de forma divertida o exemplo de conduta humana deixado pela passagem de Jesus Cristo na terra, a partir do imaginário da cultura popular brasileira. Cantando e dançando, cria-se e recria-se o enredo em benefício da alegre inventividade das versões populares e profanas.


Direção: Edimar Rezende
Horário: 15h
Local: Parque Eduardo Gomes



Amor Por Anexins
Cirquinho Do Revirado – Criciúma/SC


Sinopse: Três atores, com figurinos de época e pernas-de-pau contam a história do velho asqueroso solteirão Isaías, que tenta conquistar a viúva costureira Inês através de anexins (ditados populares e provérbios). Desiludida com o ex-noivo, que rompe o compromisso por carta depois de encontrar outra mulher em melhor situação financeira, ela resolve enfrentar o velho rabugento também por causa do dinheiro. Para que Isaías ganhe a mão de Inês, ele é desafiado a não falar em versos durante meia hora.


Direção: Lourival Andrade.
Horário: 16h
Local: Parque Eduardo Gomes

A Festa da Rosinha Boca Mole
Mamulengo da Folia – Canhotinho/PE


O Coronel Liborio celebra o casamento de sua filha Rosinha boca mole com o vaqueiro Benedito. Para o acontecimento, uma grande festa é realizada. E eis que o conflito se estabelece: O coisa ruim, o fut como é chamado o diabo, invade a festa impedindo o casamento e obrigando a Rosinha casar com ele. A brincadeira segue um roteiro estabelecido, porém o desfecho é sempre compartilhado com o público que opina e participa, dando mais sabor à brincadeira.

Direção: Danilo Cavalcante
Horário: 17h
Local: Parque Eduardo Gomes


Dia 2 de Maio – Apresentações Artísticas


Árvore em Fogo
Cambada De Teatro Em Ação Direta Levanta FavelA... - Porto Alegre/RS


Sinopse: Através de poemas a montagem Árvore em Fogo conta a história da vida e obra de Bertolt Brecht, um jovem nascido da burguesia alemã que renega sua classe, responsável pela escravidão, ao trocar seu ofício de médico, pela carreira de encenador teatral. Tem um filho morto em campo de batalha, foge da guerra se refugiando em vários países ao ter seu nome na lista negra de Hitler. Árvore em Fogo é um alerta para a necessidade da liberdade. Junto com Brecht, a Cambada de Teatro em Ação Direta Levanta FAvelA, afirma: de hoje em diante temeremos mais a miséria que a morte.


Direção Coletiva
Data: 2 de maio
Horário: 10h
Local: Parque Capão do Corvo


O Homem da Cabeça de Papelão
Grupo Hora Vaga – Garibaldi/RS


Sinopse: Narra a história de Antenor, um cidadão do lendário País do Sol. Onde Antenor dizia sempre a verdade. Não a verdade inútil, mas a verdade verdadeira. Por isso não era tolerado no convívio social. Era visto como mau companheiro. Porém, o homem apaixona-se, e para poder ficar com a amada, ele deve mudar e ser como os demais, deve trocar sua cabeça padrão, fabricada em série, por uma cabeça de papelão.


Diretor: Hermes Bernardi
Data: 2 de maio
Horário: 11:15
Local: Parque Capão do Corvo


Ao Divagar se vai longe e de Bicicleta Mais Ainda...
Cia. UmPédeDois – Porto Alegre/RS


Tudo começa quando os dois palhaços e grandes amigos, Camomila e Quindim, resolvem que juntos e através de uma incrível bicicleta, podem desvendar todos os seus sonhos e através deles chegarem a qualquer lugar que imaginam! Então partem! E perambulam bastante... Até que entre uma pedalada e outra passam a sentir uma necessidade inexplicável de já expressarem todas suas grandes conquistas.


Data: 2 de maio
Horário: 14h
Local: Parque Capão do Corvo



AUTOMÁKINA - Universo deslizante
Grupo De Pernas Pro Ar – Canoas/RS


“Automákina - Universo Deslizante” se desloca pelas ruas e praças das cidades. Por esses caminhos se apresenta o mundo do Duque Hosain'g, Um mundo portátil, pessoal e impenetrável. É como se ele tivesse optado por levar o universo junto a si, construído a partir de seus múltiplos aspectos, os quais concretamente ganham vida. Seus pensamentos, as músicas que executa e seu DNA se confundem com a nave. O tempo é deslizante e incerto. Rasgando o espaço urbano sua procura é surpreendente. O estranho o acompanha e transforma tudo que está a sua volta.


Direção: Jackson Zambelli.
Data: 2 de maio
Horário: 15h
Local: Parque Capão do Corvo


Sacra Folia
Cia. Stravaganza – Porto Alegre/RS
Sinopse: Nesta montagem, a Sagrada Família erra o caminho ao fugir de Herodes e vem dar com os burros no Brasil. Em meio a perseguições e confusões, o que mais aparece em Sacra Folia é a realidade brasileira, o bom humor e o jeitinho que os brasileiros dão para sobreviver, Natal após Natal.

Direção: Adriane Mottola
Data: 2 de maio
Horário: 16h
Local: Parque Capão do Corvo



Dia 3 de Maio – Apresentações Artísticas

A Megera Domada
Grupo Ueba Produtos Notáveis – Caxias do Sul/RS


Sinopse: A peça emprega o jogo de máscaras que faz referência à Comédia Dell’Arte em uma trama onde Batista estabelece como condição para ceder a mão de sua filha mais jovem - a bela e doce Bianca, aos possíveis pretendentes - que sua filha mais velha, a megera Catarina, consiga antes um esposo. Os rivais, nas pretensões de casar-se com Bianca, fazem um acordo para conseguir um marido para Catarina e, assim, deixar livre o caminho para seguirem em sua disputa amorosa pela jovem.


Direção: Jessé Oliveira,
Data: 3 de maio
Horário: 10h
Local: Calçadão


O Negrinho do Pastoreio
Oigalê Cooperativa De Artistas Teatrais - Porto Alegre/RS

Livre adaptação da lenda homônima de Simões Lopes Neto. É a lenda mais autêntica do folclore do Rio Grande do Sul. Conta a saga de um escravo que por ter perdido uma corrida de cavalos é cruelmente torturado até a morte pelo seu senhor e passa a ser conhecido como procurador das coisas perdidas. Basta apenas acender um toco de vela pro Negrinho. Se ele não achar, ninguém mais acha.

Direção: Sergio Etchuchury
Data: 3 de maio
Horário: 11:15
Local: Calçadão


O Dilema do Paciente
Grupo Teatral Manjericão - Porto Alegre/RS


Sinopse: O espetáculo inicia com uma trupe de artistas que vem exibir seus números circenses na praça. Quando chega o número dos palhaços acrobatas descobre-se que um deles está cheio de manchas azuis pelo corpo. Passando por um complicado esquema médico, e diante de tanta falcatrua o palhaço perde a paciência e decide não acreditar mais nos médicos, retornando para o circo em um desfecho tragicômico.

Direção: Márcio Silveira dos Santos
Data: 3 de maio
Horário: 14h
Local: calçadão


O Vendedor de Palavras
Grupo Mototóti – Porto Alegre/RS

Em cena a história de Milho, um amante dos livros que sonha em fazer com que as pessoas leiam por elas mesmas. Ele se dá conta de que há uma grande falta de palavras no mundo, e por isso as pessoas ficam repetindo as poucas que têm. E, se cada palavra equivale a um pensamento novo ele poderia se tornar um vendedor de palavras, e fazer com que as pessoas pensem mais e melhor.
Na trama também estão os avós de milho, Adam, um senhor inglês que vive em conflitos com Odete, a avó alemã. O sotaque carregado do casal é garantia do humor próprio do teatro popular, feito para a rua. Acima de tudo uma história de amor, às pessoas, às palavras e aos livros.


Direção: Arlete Cunha
Data: 3 de maio
Horário: 15h
Local: Calçadão


O Pequeno Circo e Outras Criaturas
Cia Circo Teatro Capixaba - Vitória/ES

Data: 3 de maio
Horário: 16h
Local: Calçadão



Alice e Severino
Bando La Trupe – Natal/RN


Data: 6 de maio
Horário: 17h
Local: Associação Nossa Senhora das Graças – junto a AABB Canoas




Encontros e Debates


Debates sobre espetáculos da Mostra
Data: de 1 a 3 de maio
Horário: 18:30
Local: AABB Canoas - Rua Santa Terezinha 860, Bairro Nossa senhora das Graças


Lançamento conjunto dos DVD’s: 10 anos da Oigalê Cooperativa de Artistas Teatrais – RS e "El Quijote" do Grupo Pombas Urbanas – SP.
Data: 4 de maio
Horário: 19h
Local: Sala P.F.Gastal do Centro Cultural Usina do Gasômetro – Av. Presidente João Goulart, 551, POA / RS


Espaço aberto - Grupos e Artista integrantes da RBTR realizam exposição de materiais, debates e palestras.
Data: 5 de maio
Horário: 18h
Local: AABB Canoas - Rua Santa Terezinha 860, Bairro Nossa senhora das Graças


7º Encontro de Articuladores RBTR & I Encontro de Articuladores do Mercosul
Data: de 4 a 6 de maio
Horário: das 9 ás 12h e das 14 ás 16h
Local: AABB Canoas - Rua Santa Terezinha 860, Bairro Nossa senhora das Graças


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segunda-feira, 22 de março de 2010

Praça mexico

Na tarde ensolarada do domingo 22/03 apresentamos a peça " O Dilema do Paciente" na Praça méxico no bairro Rubem Berta, onde fomos muito bem recebidos pela comunidade e realizamos um ótimo espetáculo com uma participação intensa do publico local, nos dando uma energia extra para seguirmos viagem até Curitiba onde teremos três apresentações dentro do Fringe.
Obrigado aos moradores do bairro Rubem Berta por sempre nos receber tão bem fazendo com que esta praça seja um marco na trajetória do Manjericão.

terça-feira, 2 de março de 2010

São Lourenço do Sul

Seguindo a programação de março apresentamos no dia 20 de fevereiro as 20h em São Lourenço do sul onde saímos muito felizes pela receptividade das pessoas e pela oportunidade de conhecer a cidade.
Aproveitamos também para agradecer ao casal Angelo Marques e Fernanda Ávila que abriu as portas de sua para nos receber.

AGENDA DE MARÇO/2010

clicar na imagem para ve-la maior

CARTA DE CANOAS/RS

3º ENCONTRO DE TEATRO DE RUA DA REGIÃO SUL
FÓRUM SOCIAL MUNDIAL 2010 – 10 anos

Os artistas trabalhadores e grupos da região sul – RS, SC e PR, pertencentes à Rede Brasileira de Teatro de Rua reunidos em Canoas, RS, entre os dias 25 e 29 de janeiro de 2010, realizaram o 3º Encontro de Teatro de Rua da Região Sul, dentro das atividades do Fórum Social Mundial – 10 anos, reafirmado a missão de lutar por políticas públicas culturais com investimento direto do Estado em todas as instâncias: Municípios, Estados e União, endossando ainda, a luta por uma nova ordem e por um mundo socialmente justo e igualitário.
Em busca do aperfeiçoamento dos sonhos dos articuladores da Rede, o 3º Encontro de Teatro de Rua da Região Sul consolidou em sua programação apresentações, oficinas, reflexões e discussões políticas. Esse modelo aponta um caminho possível para a realização de futuros encontros, possibilitando equilíbrio entre apresentações locais/regionais e a presença de articuladores nacionais.
A Rede Brasileira de Teatro de Rua, criada em março de 2007, em Salvador/Bahia, é um espaço físico e virtual de organização horizontal, sem hierarquia, democrático e inclusivo. Todos os artistas-trabalhadores e grupos de rua e afins pertencentes a ela podem e devem ser seus articuladores para assim, ampliar cada vez mais suas ações e pensamentos.
Os articuladores da região sul pertencentes à Rede Brasileira de Teatro de Rua, com o objetivo de construir políticas públicas culturais mais democráticas e inclusivas, defendem:

• A criação de programas de ocupação de propriedades públicas ociosas, para sede dos grupos de pesquisa e trabalho continuado, tornando-se centros de referência para o teatro de rua;
• Manutenção e permanência de espaços públicos que já possuem ocupação de grupos de pesquisa através de comodato e/ou convênios, como por exemplo o Hospital Psiquiátrico São Pedro de Porto Alegre/RS (com os grupos Oigalê, Povo da Rua e Falos e Stercus) e o espaço Centro Social e Cultural de Garibaldi/RS (com o grupo Hora Vaga);
• Que as instâncias públicas e privadas respeitem a tradição “de passar o chapéu” nas apresentações do teatro de rua, independente de haver ou não subvenção para a realização do espetáculo;
• Representações do teatro de rua nas comissões regionalizadas dos editais públicos, colegiados setoriais e conselhos das instâncias municipal, estadual e federal;
• Imediata implementação da Lei de Fomento de Porto Alegre, bem como a criação de novas leis em outros municípios dos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná;
• Extinção da Lei Rouanet e da LIC/RS e de quaisquer mecanismos de financiamento que utilizem a renúncia fiscal;
• A utilização da verba pública através do financiamento direto do estado, por meios de programas e editais, em formas de prêmios, elaborados pelos segmentos organizados da sociedade;
• A criação de programas específicos a nível municipal, estadual e federal que contemplem: produção, circulação, formação, registro, documentação, manutenção e pesquisa, mostras e encontros para o teatro de rua e mérito artístico na capital e interior dos estados;
• Mostras de teatro de rua, com encontros da rede estadual ou nacional de teatro de rua, dentro dos festivais já consagrados da Região Sul, como por exemplo: Porto Alegre Em Cena, Caxias em Cena, Iznard Azevedo, Festival de Curitiba, Festival de Joinville, Festival de Londrina, Fetel e Ponta Grossa, entre outros;
• A permanência de pelo menos um articulador de cada grupo durante os Festivais, Mostras e Encontros, possibilitando o intercâmbio e a troca de experiências;
• Que os espaços públicos (ruas, praças, parques, entre outros), sejam considerados equipamentos culturais e assim contemplados na elaboração de editais públicos e no Plano Nacional de Cultura;
• A extinção de todas e quaisquer cobrança de taxas, bem como a desburocratização para as apresentações de artistas-trabalhadores, grupos de rua e afins, garantindo assim o direito de ir e vir e a livre expressão artística, em conformidade com o artigo 5º da Constituição Federal Brasileira;
• Que os editais para as artes sejam transformados em leis para garantia de sua continuidade, fomentando também o intercâmbio entre companhias de diferentes cidades;
• Que os editais Myriam Muniz e Artes Cênicas de Rua sejam publicados no primeiro trimestre de cada ano com maior aporte de verbas e que seja publicada a lista de projetos contemplados e suplentes, e a divulgação de parecer técnico de todos os projetos avaliados;
• Que os editais sejam regionalizados e sejam criadas comissões igualmente regionalizadas, tendo ainda a atribuição de acompanhar o projeto até sua finalização com os respectivos pareceres;
• Que as estatais contemplem com equidade, em seus editais, o teatro de rua, respeitando o critério de regionalização;
• Apoio financeiro da Funarte aos Encontros de Teatro de Rua;
• Que os grupos de teatro de rua desenvolvam ações coletivas nos seus espaços durante seus eventos;
• Criação de Fundos Estaduais, tendo uma proporcionalidade entre capital e cidades do interior.

O Teatro de Rua é um símbolo de resistência artística, comunicador e gerador de sentido, além de ser propositor de novas razões no uso dos espaços públicos abertos. Assim, reafirma-se o dia 27 de março, dia mundial do teatro e dia nacional do circo, como o dia de mobilização nacional por políticas públicas, e conclama-se os artistas-trabalhadores, grupos de rua e afins e a população brasileira a lutarem pelo direito à cultura e à vida.

“Eu não faço teatro. Eu faço vida. Eu não vou ao povo, eu sou povo.” Junio Santos

“Teatro de rua no Brasil, sozinho, nunca mais.” Richard Righetti

29 de janeiro de 2010
Fórum Social Mundial – 10 anos
Parque Eduardo Gomes – Canoas, Rio Grande do Sul, Brasil

3º Encontro de Teatro de Rua da Região Sul

No dia 26 de janeiro de 2010 apresentamos o
espetáculo “O Dilema do Paciente no calçadão de canoas dentro do
3º Encontro de Teatro de Rua da Região Sul e Fórum Social Mundial – 10 anos.

4º mostra de teatro de rua Lino Rojas

De 07 a 15 de novembro de 2009 o Grupo Teatral Manjericão teve o privilégio de participar da 4º mostra de teatro de rua Lino Rojas em São Paulo onde apresentamos o espetáculo “O Dilema do Paciente” no vale do Anhangabaú bem no centro da capital paulista.

A semana foi de muitas trocas entre os grupos presentes tanto no âmbito teatral como o surgimento de novas e grandes amizades reduzindo cada vez mais as distancias desse nosso imenso pais através do prazer de estar na rua fazendo arte.

Carta Aberta à Secretaria de Cultura do Município do Rio de Janeiro

Senhora Secretária

Gostaria de deixar aqui escrito uma tentativa de descrever os sentimentos
que me ocorreram, e pensamentos que tive quando entrei em contato com o
texto do Decreto.(?!? )

Talvez tenha de me demorar um pouco sobre este assunto, pois ele é de
capital importância para o momento e para o mundo em que estamos vivendo e
acredito que ninguém, muito menos eu e a Senhora Secretária, podemos ou
devemos fugir dele. Espero não ser interrompido como fui no nosso breve
encontro anterior,

Assim vamos lá.

Eu tinha ido para esta reunião com o artigo 5° da Constituição em minha
mão , para declamá-lo diante de todos, pois para mim era esta a verdadeira
razão daquele encontro. Liberdade de expressão.

Art. 5°, IV - é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o
anonimato;

Art. 5°, IX - é livre a expressão da atividade intelectual, artística,
científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença;

Art. 5°, XIV - é assegurado a todos o acesso à informação e resguardo do
sigilo da fonte, quando necessário ao exercício profissional;

Art. 220 - A manifestação do pensamento, a criação, a expressão e a.
informação, sob qualquer forma, processo ou veículo, não sofrerão qualquer
restrição, observado o disposto nesta Constituição.

Porem, ao ler o Decreto fui agradavelmente surpreendido e desarmado por
ver seu artigo 1°, que citava justamente este artigo da Constituição.
Respirei aliviado. Estamos no mesmo barco, pensei eu.

Mas nos artigos, incisos ou alíneas ou parágrafos seguintes, ou não sei
bem o que é, o que estava escrito era uma seqüência de requisitos que eu
deveria cumprir para que pudesse usufruir desta liberdade constitucional.
Condições sem as quais eu não poderia exercer meu direito de cidadão livre.

Então eu estava livre, mas não estava muito. Eu era uma pessoa que estava
presa e agora ia ser agraciado com a benesse da liberdade condicional.
Estava ali me sendo oferecida a liberdade, sob determinadas condições que
eu deveria cumprir e respeitar, sob pena de novamente voltar a prisão. O
meu mal-estar cresceu quando compreendi que a discussão teria que ser
mais profunda e inquietante do que eu imaginava. Não estava diante de
pessoas que estavam pensando o mundo como eu. Embora a Senhora Secretária
tivesse afirmado que, por ser comunista sabia já das coisa que eu estava
começando a dizer, na prática esta teoria não se confirmava. Íamos ter que
discutir mais do que pensávamos, e não havia tempo para isto. Havia mais
coisas em jogo ali do que simplesmente nossas boas intenções, em relação ao
bem-estar da cidade e de seus cidadãos. E de que maneira a boa gestão de
políticas - públicas para a Cultura poderia contribuir para isto. A cidade
não estava em jogo, nem o seu cidadão, e sim a necessidade de aprovar
urgentemente, não sei porque motivo, aquele documento regulatório e
contraditório das atividades em áreas públicas, que estava diante de mim.
E eu, senhora Secretaria, sem voz e imobilizado, nada podia fazer, a não ser
pedir um tempo para pensar e propor alguma reflexão e discussão, a respeito
desta questão tão importante, já que, aparentemente, não estávamos ocupando
posições semelhantes diante do problema.

E assim, a discussão com os interessados que deveria ter sido feita,
antes até mesmo da elaboração do Decreto, e que iria ajudar nesta
elaboração, teria que ser feita ali naquela hora, sob pressão política e de
prazo. Companheiros da Rede de Teatro de Rua do Rio de Janeiro tinham várias
vezes antes tentado contato, sem êxito, com esta Secretaria.

Nós não achávamos que uma questão tão importante podia ser discutida às
pressas; e continuamos achando que não, dadas a sua importância e
atualidade. É realmente uma questão de tempo, Senhora Secretária. E não
podemos ser levianos e inconseqüentes a este respeito, pois o que for
decidido aqui no Rio de Janeiro vai repercutir no Brasil inteiro, e nós
estamos no momento de avançar em nossas conquistas de liberdade. Sempre
que os governos não conseguem equacionar seus problemas sociais a liberdade
é a primeira a ser sacrificada. Podemos estar "distraídos" diante disto
tudo? O muro de Berlim resolveu o problema da liberdade? O dia da
Consciência Negra resolveu o problema do apartheid social e racial da
sociedade brasileira? É possível distrair, descansar?

Senhora Secretária, esta Secretaria acho que ainda tem um departamento de
Patrimônio que foi criado na gestão do Antonio Pedro Borges, a frente da
primeira Secretaria de Cultura, do Rio de Janeiro. Pois bem, Senhora,
todos nós sabemos que Santa Teresa é uma APA- Área de Proteção Ambiental;
e que todos nós, gestores públicos e cidadãos, devemos zelar pela sua
integridade e identidade. A Senhora já viu o caos em que estão se
transformando as ruas e ladeiras de Santa Teresa? A qualidade de vida do
bairro é cada vez pior, o morador se ressente, enquanto floresce um
comercio, que só remotamente beneficia o bairro e seu morador. Os carros,
veículos de todos os tamanhos e pesos, sobem e descem suas ruas e ladeiras
indiscriminadamente , em qualquer direção, sem nenhum regulatório. Lá não
precisa? Uma vez só estiveram lá, que eu saiba, para obrigar o proprietário
de um bar-mercearia a recolher duas mesas da calçada, onde eu e outros
moradores há 30 anos costumamos nos sentar para conversar, sermos amigos,
cidadão, convivermos. Coisa rara em qualquer lugar do Rio de Janeiro.

O choque de ordem fez recolher cadeiras e mesas onde a vida comunitária se
estabelece, e onde pode nascer um remédio para a violência que nos deixa
desolados, numa cidade tão linda como a nossa. E deixa a tragédia anunciada
se aproximar cada vez mais!

O que está acontecendo ou querendo acontecer com o Teatro de Rua não é
parecido com o que aconteceu com as cadeiras e mesas de Santa Teresa?

A senhora não acha, Senhora Secretária, que tudo isto tem a ver com a
Cultura? Que a Cultura tem a ver com identidade e qualidade de vida? Que
qualquer política "regulatória" teria que ser submetida à apreciação da
Secretaria de Cultura e a Secretaria de Saúde? Para evitar atitude e
procedimentos que em vez de resolver, transformam a cidade e a vida do
cidadão em tristeza, depressão e mais violência? Não é esta a função da Vida
Cultural na construção da nossa identidade e cidadania? Não só na teoria,
mas também na prática?

Senhora Secretária, pela regra do Decreto, meu grupo de Teatro, o Tá na Rua,
não poderá ir nunca à rua, pois não se encaixa em nada do que o decreto
pensa. Quem o redigiu tem pouca familiaridade com a questão, embora possa
ter tido empenho e boa - vontade.

Assim como eu, outros artista de rua não preparam com antecedência suas
saídas, e muitas vezes saímos a rua sem saber onde iremos parar. Nem dia,
nem hora, nem local. E nunca obstruímos nenhuma praça, nenhuma rua, nunca
prejudicamos nenhum comerciante, nem nunca perturbamos o sono de ninguém ou
o trânsito.

O básico de nosso trabalho é o respeito à população e ao seu direito de ser
feliz, participando da vida cultural da cidade. Nunca iríamos fazer ou
fizemos coisas que ferissem a ordem pública, a verdadeira ordem pública, não
a ordem de uma gaveta vazia. Atitude que não parece ser a que subjaz
nestas medidas regulatórias abstratas, em nome de uma ordem também abstrata.
Sanear, higienizar não é organizar. Nós precisamos de apoio, estimulo, e
incentivo, não de organização aleatória e indiscriminada.

Nunca desistimos de nossa cidadania, pois amamos a cidade e seus cidadãos,
sem distinção de classe, cor, credo, idade ou religião. O nosso maior prazer
é respeitar o cidadão. Nós queremos ser parceiros do poder público na
construção de uma sociedade melhor. Não devemos ser tratados como presos em
liberdade condicional. Nossa liberdade foi conquistada ao longo de séculos
e de lutas e nossa liberdade não pode ser concedida. Ela tem de ser
reconhecida. Não posso me imaginar em praça pública somente se
estiver autorizado pela autoridade. Eu abandonei tudo por amor à cidade.
Sou cidadão carioca emérito. Não me tirem agora a cidade. Senhora
secretária, não deixe isto acontecer. O momento é histórico e importante. O
que fizermos agora vai, como já disse, repercutir em todo País. Se
decidirmos bem, ficaremos todos, nacionalmente um pouco mais alegres. Se
perdermos a oportunidade estaremos fazendo como aqueles que querem a todo
custo tirar a esperança do Brasil. Agora que estamos crescendo, produzindo
auto-estima que poderá iluminar o aparecimento da nação brasileira.

Podemos fazer historia Senhora Secretária, ou sermos atropelados por ela.

Creia-me um seu admirador e antigo eleitor.

Obrigado pela atenção.

Rio de Janeiro, 18 de Novembro de 2009

Amir Haddad

P.S - A título de pós -escrito uma sugestão de procedimento para o manejo e
crescimento do Teatro de Rua na cidade do Rio de Janeiro.

Sugerimos que:

1. Para sair às ruas, os grupos de Teatro, cadastrados ou não,
deverão apenas comunicar a um Setor de Teatro de Rua, que deverá ser criado
pela Secretaria, que espaços pretendem ocupar e a partir de que hora.

2. O Setor, então, deverá informar ao comunicante as condições do
local, para orientação do grupo. E, sempre que necessário,
enviar para lá uma equipe da Prefeitura, que se encarregará da limpeza da
praça e de sua segurança, para que nossos artistas possam cumprir sua
tarefa em paz. Se houver necessidade de energia elétrica o Setor deverá
providenciar junto à Rio Luz a localização e a utilização do ponto de luz
mais próximo, sem ônus para o grupo.

A Guarda Municipal que estiver na região deverá ser estimulada a proteger
e assistir o espetáculo. Eles já fazem isto, porem com medo de serem
castigados. Terão assim melhorado sua qualificação para a função a que se
destinam.

3. O cadastramento dos grupos deverá ser feito junto à Rede de
Teatro de Rua do Rio de Janeiro, que se encarregará de manter atualizado
o cadastro do Setor de Teatro de Rua da Secretaria.

O grupo não cadastrado que comunicar seu trabalho ao Setor da
Secretaria estará automaticamente cadastrado e suas características ( nome,
formação, origem) deverão ser comunicadas a Rede que irá entrar em contato
com eles, para vinculá-los ao movimento nacional do Teatro de Rua.

4. Sei que os representantes da Rede Estadual de Teatro de Rua têm
pensado nisso que vou expor e que acho excelente.

Há grupos que além de andar por vários pontos da cidade, mantém o
vinculo permanente com as praças e comunidades onde têm suas sedes. Assim
seria interessante se este grupos se encarregassem da ocupação e
programação das praças onde estão sediados, ali desenvolvendo atividades
permanentes com apoio e cooperação da Guarda Municipal. Alguns de nós já
fazemos isto, mas sem nenhum apoio, estimulo ou segurança.

Poderemos melhorar, e muito, a vida na cidade, na região onde habitamos.

Sonhamos como uma cidade feliz e iluminada pela esperança.

A Secretaria de Cultura pode trazer saúde para a população carioca.

Não queremos poder, mas sim colaborar para a construção da esperança.

Trabalhamos no presente para um outro futuro, possível.

Atenciosamente

Amir Haddad

QUE AMANHECER!? (uma outra civilização é possível ?) Ao Júnio Santos Por Ray Lima




Não há soldado que dê vida
a tantos corpos entre escombros
espatifados pela história


Não há mais glória: salve! salve!
senão seres esprimidos
oprimidos pela fome do dinheiro


Não há herói nesse estaleiro
não há ciência nem sapiência
senão mau uso da riqueza e do poder


Não há o que esconder
da foice bomba do abalo sísmico
do capital


E no dia seguinte feito um psicopata
lá está ele chorando a morte da vítima
a secar os olhos com a ponta da gravata


Talvez pensando na próxima... mas
deixando escapar ao mundo sua gula infame:


Quero beber o caldo putrefato da massa cerebral
do povo haitiano - não há mais sangue para sugar


Quero devorar para sempre o sonho desse povo
que quis um dia ser feliz e livre


Quero amanhecer no Haiti
devastado por esse desejo capital!


Quero rodopiar feito vodum
da pena capital que lhe imputei
ao espírito em decomposição


Quero dar um grito-risada: MENTIRA! estampada na expressão
e lá de cima do avião repleto de gentis soldados da ONU
a acenar com o alimento perecível da globalização


Quero disparar um peido-bomba
no salão nobre e cavernoso das narinas da civilização ocidental
a não escaparem
nem direita
nem esquerda
nem centro
tremor de baixo
abalo de cima
carrapeta capeta
ta tudo dentro


ó, civilização ocidental
civilização da mais valia
quero vê-la passar bem
quero vê-la passar mal
tragada pelo próprio veneno
em toda parte
no corpo da ciência
no corpo da fé
no coração da economia
no cerne das linguagens
na arte inté


Ray Lima wwwcenopoesiadobrasil.blogspot.com

CARTA DO ACRE

A Rede Brasileira de Teatro de Rua reunida em Rio Branco, Acre, nos dias 02 e 03 de novembro de 2009, no seu 6º Encontro reafirma sua missão de lutar por políticas públicas culturais com investimento direto do Estado em todas as instâncias: Municípios, Estados e União, para garantir o direito à produção e o acesso aos bens culturais a todos os cidadãos brasileiros; reafirmando ainda, nossa luta por uma nova ordem e por um mundo socialmente justo e igualitário.
A Rede Brasileira de Teatro de Rua, criada em março de 2007, em Salvador/Bahia, é um espaço físico e virtual de organização horizontal, sem hierarquia, democrático e inclusivo. Todos os artistas-trabalhadores e grupos de rua e afins pertencentes a ela podem e devem ser seus articuladores para, assim, ampliar e capilarizar, cada vez mais, suas ações e pensamentos.
O intercâmbio da Rede Brasileira de Teatro de Rua ocorre de forma presencial e virtual, entretanto toda e qualquer deliberação é feita nos encontros presenciais, sendo que seus membros farão, ao menos, dois encontros anuais. Os articuladores de todos os Estados, bem como os coletivos regionais, deverão se organizar para participarem dos encontros.
Os articuladores da Rede Brasileira de Teatro de Rua, com o objetivo de construir políticas públicas culturais mais democráticas e inclusivas, defendem:

• Pela imediata aquisição, por parte dos poderes públicos competentes, do imóvel onde funcionava a antiga delegacia de polícia da cidade de Xapuri/AC, para que se torne sede permanente dos grupos de teatro “Poronga” e “Arte na Ruína”, que tem sua origem e desenvolvem seu trabalho artístico e cultural nessa cidade.
• A representação do teatro de rua, nos colegiados setoriais e conselhos das instâncias municipal, estadual e federal;
• A aprovação e regulamentação imediata da PEC 150/03 (atual PEC 147), que vincula para a cultura, o mínimo de 2% do orçamento da União, 1,5% no orçamento dos estados e distrito federal e 1% no orçamento dos municípios;
• Aprovação no Senado do projeto de Lei 200/2009, o Simples Nacional, que reduz a carga tributária para as atividades de produção e apresentação artística e cultural;
• A extinção da Lei Rouanet e de quaisquer mecanismos de financiamentos que utilizem a renúncia fiscal, por compreendermos que a utilização da verba pública deve se dar através do financiamento direto do estado, por meios de programas e editais em formas de prêmios elaborados pelos segmentos organizados da sociedade; para tanto, em apoio ao Movimento 27 de Março, sugerimos modificações no PROFIC (anexo);
• A criação de um programa específico que contemple: produção, circulação, formação, registro, documentação, manutenção e pesquisa, mostras e encontros para o teatro de rua e mérito artístico;
• Que os espaços públicos (ruas, praças, parques, entre outros), sejam considerados equipamentos culturais e assim contemplados na elaboração de editais públicos e no Plano Nacional de Cultura;
• A criação de um programa nacional de ocupação de propriedades públicas ociosas, para sede do trabalho e pesquisa dos grupos de teatro de rua;
• A extinção de todas e quaisquer cobrança de taxas, bem como a desburocratização para as apresentações de artistas-trabalhadores, grupos de rua e afins, garantindo assim, o direito de ir e vir e a livre expressão artística, em conformidade com o artigo 5º da Constituição Federal Brasileira;
• Que os editais para as artes sejam transformados em leis para garantia de sua continuidade;
• Que os editais Myriam Muniz e Artes Cênicas de Rua sejam publicados no primeiro trimestre de cada ano com maior aporte de verbas e que seja publicada a lista de projetos contemplados e suplentes, e a divulgação de parecer técnico de todos os projetos avaliados;
• Que os editais sejam regionalizados e sejam criadas comissões igualmente regionalizadas, tendo ainda a atribuição de acompanhar o projeto até sua finalização com os respectivos pareceres;
• Que as estatais contemplem com equidade, em seus editais, o teatro de rua, respeitando o critério de regionalização;
• O direito à indicação de representantes do teatro de rua nas comissões regionalizadas dos editais públicos;
• Exigimos o apoio financeiro da Funarte aos Encontros Nacionais de Teatro de Rua no valor equivalente ao montante que é repassado à aqueles realizados pela Associação dos Festivais Internacionais de Artes Cênicas do Brasil.

O Teatro de Rua é um símbolo de resistência artística, comunicador e gerador de sentido, além de ser propositor de novas razões no uso dos espaços públicos abertos. Assim, instituímos o dia 27 de março, dia mundial do teatro e dia nacional do circo, como o dia de mobilização nacional por políticas públicas, e conclamamos os artistas-trabalhadores, grupos de rua e afins e a população brasileira a lutarem pelo direito à cultura e à vida.


“Atores somos todos nós, e cidadão não é aquele que vive em sociedade, é aquele que a transforma.” Augusto Boal

04 de novembro de 2009
Sala Matias - Teatro Barracão / FETAC
Rio Branco, Acre

Rede Brasileira de Teatro de Rua

Relato do Acre - dia 04/11/09

Carta ao Vento Norte - de Dentro pra Fora

Relato de parte do quarto dia do 6º Encontro de articuladores da RBTR, Rio Branco, Acre

Acordamos mais tarde, pois dormimos mais tarde, eufóricos com a Carta e com o que vivenciamos nestes dias. Não há nada que deixe um arteiro mais contente do que sentir-se realizado com sua função. Café animado, rostos mais tranqüilos, eu ainda um pouco tenso, mas alegre diante do refeitório falante. Burburinho de idéias e trocas. Ansiosos para ir conhecer uma grande conquista da Fetac e demais grupos. Saímos, na correria tenho que levar a bagagem, sei do risco de perder o voo. Ninguém aceita minha partida. O gaúcho também não tá afim de partir, mas a 4ª Lino Rojas é logo ali. Chegamos na periferia de Rio Branco, distante e enorme. No meio uma ilha brilhante, o Teatro Barracão. Casa de um piso, suntuosa, novinha em folha, muitos operários em processo acelerado para finalização. Inauguração no dia seguinte, dia nacional da cultura. Fotos de todos os lados. Todos impressionados. Lenine, Ed Ames, Juliano, Advania, Paulo e demais artistas do Acre brilham nos olhos, um orgulho de dar inveja. Um espaço novo, conquista de todos. Chegamos na sala de inclusão digital e ali Carla, companheira de várias batalhas da Fundação Cultural do Estado (isso?) arrebenta com nossas emoções ao relatar as dificuldades e a homenagem ao Matias, a sala maior, espécie de arena cênica. Só Matias!, era assim que gostava de ser chamado. Um artista assassinado sem se saber até hoje o motivo de tal fato.
Difícil registrar a fortuna de idéias, sensações e sentimentos no curto período do evento em Rio Branco no Acre. Embora impregnada de sentimentos utópicos (ou nem tantos) e beirando o romântico (q nunca desgrudará deste poeta, desde pequeno) vale como certo registro, com respeito e admiração, pelo que vocês tem feito pelo Teatro de rua brasileiro.
Na carta que coletivamente realizamos no Acre está como primeiro ponto de solicitação/cobrança para os órgãos e instâncias públicas e privadas, bem como comunidades em geral, a urgente solução da aquisição da delegacia abandonada de Xapuri, terra de Chico Mendes, aos grupos que a tomaram com intervenções cênicas, para desespero do prefeito. O companheiro Amarildo do Grupo Porongas, com Dez anos de estrada, veio nos relatar com sua simplicidade sobre a transformação da tal delegacia abandonada sem teto, só a alvenaria quase em ruínas, em despolpadeira, uma cultura de trabalho que não há na região! Um político cínico e canalha que inventa absurdos para que não haja na cidade balbúrdia e agitação!!! É de doer!! Este absurdo reflete o resto do Brasil, outros Estados passam pelos mesmos problemas. Uma desconsideração da importância da arte na formação do cidadão que não tem condições mínimas de apreciar e deleitar-se com a arte do teatro de rua. Um espaço que é de todos, a rua! Um espaço por natureza dialético de socialização, pois é composto de medos, incertezas, dores e tristeza, mas também pulsa a vida, há certezas e alegrias! Essa Barbárie não pode continuar com o povo do Norte. Mas precisamos que da região venha as dicas de como podemos combater essa dragão! Seja desenvolvendo projetos coletivamente, seja lotando caixas de email de políticos, expedindo cartas de desagravo, criando encontros regionais com a presença de grupos de fora, etc, etc... é preciso agir!

(A)Os companheiros do Norte
Edinho rapaz quieto como a floresta que observa o estrangeiro até entendê-lo, contou sua história e as dificuldades ao pessoal do Próximo Ato e ganhou as passagens estadia e participação no evento em SP. Até em delegacia pernoitou para seguir viagem com o seu trabalho. A sinceridade é a mãe das boas intenções.
Rogério e seu agito agitado circulou o Brasil e a América Latina com a família e amigos, espalhando a alegria do Palhaço Rufino. Boa parte no Brasil com uma Brasilia 78 que no momento está no Ceará. Ficou a Brasilia, mas a alma coletiva vaga pelos circos e lembranças dos povos por onde passou.
César, o cara foi o mais calmo de todos nós no encontro, de fala pensada e calma, uma profunda consciência dos valores e dissabores do fazer teatral no Acre e no Norte.
Juliano e as colegas do Vivarte, vivem assim, sede na periferia, com seus encantos e passes mágicos. São o rapé do teatro de periferia de lá, limpam as vias, becos, acessos e e vielas com o colorido e conscientizador teatro popular. Purificam aquela gurizada que vi nas fotos do orkut do grupo.
Cicero, repentista, multi artista de qualidade e proficiência inigualáveis. Na sua paciência e sinceridade me confirma que é na prática de resistência que sobrevivemos e obtemos a verdade. Ou se desvela a mentira do hipócrita estendido na tua frente diante dos balcões de editais.
Nivaldo Costa, que nunca deu as costas pros amigos quando precisaram, sempre predisposto e risonho, piadista de plantão. Sofri nas piadas de gaúcho, mas mantinha o animo da tropa. Que Manaus o escute, que suas idéias possam se realizar por lá, pegar junto com Diego e demais colegas e fazer acontecer.
Sergio sempre preocupado com a formação, juntamente com Paulo, pedagogo de qualidade, atento a arte-educação. Mandarei com certeza o material do Boal assim que chegar de volta das viagens. Mas vai lá no site Estantevirtual e compra baratinho o que não chega no Acre.
Andréia e Advania (Nena) força nos punhos com o Grupo Trincheira! Que nome de grupo hein?! Lutas e mais lutas. Que vocês revolucionem a cena, mulheres fortes em momentos fortes, é preciso persistência e dedicação constante como vocês.
Lenine, Ed, Claudia, Ágata, Vice-versa, Tcharles, Trash, que vocês mantenham a força da Fetac e demais grupos e artistas de rua. Sim é preciso divisão e aproximação sútil para a felicidade geral da nação acreana. Fetac, grupos, artistas de rua todos juntos em prol da RBTR/ACRE. Missão cumprida com a criação a efetivação da rede no Acre que todos sabíamos que já existia.
Pessoal de Rondônia, Raimundo, Marta e Roberto, companheiros que contribuíram com precisão. Esperamos que vocês desenvolvam a RBTR/Rondônia e uma mostra ou encontro em Ariquemes. Raimundo colega de finalização de carta, junto com Noêmia, Ananda, Sergio, Xisto, bravo pela luta que vocês desenvolvem em Rondônia. Força por aí!
Falo tudo brevemente, mas é um registro de coração.
Que venha o 7º Encontro no Rio Grande do Sul. Viva o Teatro de Rua Brasileiro.

Márcio Silveira dos Santos
Articulador – Porto Alegre/RS
Grupo Teatral Manjericão
(51) 92229471

Relato do Acre - dias 03/11/09

DO LOCAL PRO NACIONAL
A REDE QUE SE ESTRUTURA DE DENTRO P FORA DE BAIXO P CIMA.

Tivemos uma terça feira pra lá de gorda nos resultados e discussões no encontro. Puxada forte de rede!!! Pescando idéias e propostas que possam não convalescer nas esferas públicas e nossos HDs.
O segundo dia efetivo/oficial do encontro começou com o informe do Licko sobre contato do Marcelo Bones. Que no final do dia já teríamos um retorno consistente de reunião na Funarte de uma comissão tirada aqui no encontro p conversar sobre a carta do Acre e demais assuntos, pós dia 15 de Nov.
Um dos pontos autos da pauta foram as experiencias e possibilidades de ampliação da colaboração em rede. O pessoal da região é muito antenado no global, mesmo com os pés na aldeia. Partimos das dificuldades reais desta diversidade de caminhos que é o norte. Afinal viemos p fortalecer a rede do Norte. Que ganhou melhores definições no encontro. Foi um momento mágico e importante politicamente na região e no BR.
A seguir alguns comentários do companheiros, para se ter uma idéia das dificuldades e soluções deste povo da rua e uma possível reflexão com vistas a nossas ações. Não que tenhamos que ser assim também, mas é realidade local e que essas diferenças devem ser levadas em conta na hora de aprovação de editais divididos por regiões, etcs. Um dos pontos interessantes do encontro que verão na carta do Acre.
Raimundo, de Ariquemes, Rondônia: Há diversos segmentos em rede, pontos de cultura por ex. Temos q fazer parcerias, assim o fluxo se torna dinâmico. Há os pontões q capacitam os pontos. Não há necessidade de criar um ent juridica, grande problema da área. Fortalecendo campos articuladores na região do Norte.
Nivaldo, Manaus: precisamos esquecer as diferenças. Preciso organizar o meu quintal, para falar depois do vizinho. Ousadia! Temos a mania de achar q é difícil só para nós, esquecendo do coletivo das dificuldades, criaremos uma maturidade p mais adiante.
Cézar (grupo De olho na coisa): Nossa articulação deve ser horizontal. Não é preciso gostar do outro, mas nos unidos por interesse comum.
Lenine: Não podemos criar tantos conflitos e sim como irmãos realizar a criação de uma rede aqui. Depende deste encontro e dos interesses comuns.
Flávio (os inventivos-sp): o entendimento é lento. Demanda um tempo e um estudo p entender. Para contribuir mais precisamente.
Ligia Veiga que chegou contribuindo (salve!): É preciso aceitar as diferenças. Se comprometer realmente, de estar construindo na rede juntos, é fundamental enquanto ser humano, pessoa neste contexto todo. Entender esse macro, observar. Há uma diversidade. Nosso oficio é este. Precisamos costurar mais esta rede. Precisamos aceitar o outro, somos testemunha da coisa.
Juliano: (Vivarte-Um ótimo confrontador). Temos problemas e precisamos articular estes detalhes. Resolvê-los já!
Edinho de cruzeiro do sul, quase Peru. Tava saindo para o Próximo Ato, Está na rede há um dia e comenta a felicidade de receber emails de outros grupos. (Um passo simples que a rede proporciona e que revoluciona a vida deste artista). A questão do translado para apresentar teatro de rua é complicadíssima. Certa vez fiquei 13 horas atolado na lama com 30 reais no bolso!
Rogério: Para se criar a rede do acre, precisamos nos transformar antes p depois transformar o outro. Existe coerência nas outras oralidades. É preciso descentralizar.
Amarildo, um batalhador de Xapuri, terra de chico Mendes, do Grupo Porongas, 10 anos. Lá a situação é idem para todo BR, principalmente o RJ para este dia 05. São proibidos pelo prefeito de apresentarem na rua, muitos são presos de fato. É ultrajante e inadmissível!

A partir destes e mais uns 40 relatos partimos para propostas a carta.
Além do alinhavamento para a rede de buscar como temática de mobilização de 27 de março de 2010, a questão da proibição de uso dos espaços públicos pelos artistas de rua e afins.
Entre outros assuntos passamos para feitura da carta do acre. Coletivamente relemos as cartas anteriores e propomos mudanças, etc. Um debate fecundo e conflituante, mas fundamental para compor a carta que todos receberão na sequência.
No ponto de pauta para definição do local para o próximo encontro 7ª edição, foram colocadas as propostas dos articuladores do Espírito Santo e do RS. Após votação e argumentações decidimos que será no RS, em Abril ou Maio. A RBTR/RS está desde já correndo para a produção deste evento. Vamos na rede pensar em articulações sobre passagens, pois não dá para contar com certos apoios, a rede deve discutir estratégias desde já neste assunto..
Feitas as ações, fomos contemplados com a apresentação do grupo Vice-versa do Acre com o espetáculo de rua Comédia Del'Acre - devido a chuva e escuridão realizaram dentro da oca de debates. A noite vivência artística puxada pelos colegas Santini e Cicero, repentistas da porra!!

Pessoal da rede nosso momento é, embora certos descontentamentos, de fortalecimento total, uma rede crivada de nós que nos fazemos ser. Gandhi já colocava: Seja a mudança que você quer ver no mundo, então o que estamos esperando para efetivamente assim ser/ver?
Bom por enquanto era isso, devo ter esquecido de um zilhão de detalhes, mas tá valendo a breve socialização.

E VIVA O TEATRO DE RUA E AFINS!!

Márcio Silveira dos Santos
articulador do RS.

Relato do Acre - dias 01 e 02/11/09

Bom pessoal relato aqui alguns momentos do encontro no Acre como os demais colegas, contribuindo e socializando na RBTR petiscos do que caminhamos por estas terras fronteiriças do Brasil. Gente por demais interessada e correndo em busca de melhores ações.


No domingo, dia de chegadas, 2h de fuso é confuso p quem chega. Calor de derreter (gostei) no aeroporto Lenine e Ed James – Presidente da FETAC, aguardam Eu e Xisto (Circo volante MG), mineiro que trouxe uma purinha e queijo de Minas, mazzaa! Feitas as honrarias e apresentações partimos para o centro da cidade, direto para comida, pois era meio dia e pouca aqui. Lá estavam Richard, Santini (teatro de cordel RJ) e Cristiano (3ª Margem MG), Vanderlei (palhaço orelha RJ)e demais companheiros. E aos poucos foram chegando mais gente, Noemia e Flávio (SP) pessoal da Cidade de Ariquenes de Rondônia: Raimundo, Marta e Roberto. Nivaldo de Manaus. Licko (RJ) e Kuka (BA) chegam poś meia noite.
Quando a tardinha foi chegando fomos preparar terreno p/ a apresentação do Off-Sina, Richard com Café Pequeno da Silva e Psiu na praça do Mercado Velho. Arrebentou! Público aos montes e em delírio. Um momento mágicos para o povo de Rio Branco. Foi só terminar p desabar uma chuva torrencial e providencial. Depois janta e o povo já ocupa metade do restaurante, ganhamos corpo e força, todos com o mesmo objetivo: realizar um baita encontro que ecoe no Brasil e fortalecer a rede no Acre e região. E mais é claro.

O primeiro dia oficial do 6 encontro de articuladores de teatro de rua, segunda de finados ressuscitamos, como todos os dias ao acordarmos, a vontade imensa de articulações em prol do Teatro de rua. Nesta imensidão de Brasil, o Acre nos é acolhedor no que tange os anseios da RBTR em galgar aos poucos os degraus da união e bem estar de todos das várias redes. Pois ao se discutir Governos, Pec, Editais (ponto alto foi a discussão do artes de rua), leis, conferencias de cultura (outro ponto alto), forma e função, estética e poéticas estamos falando de todos! Eis uma grande clareza dos 60 efetivos articuladores, fora os flutuantes que nos acompanham e se apresentam, como a excelente Quadrilha pega-pega, do movimento de quadrilhas (!) e seus 30 articuladores da arte popular e energética, mas que fôlego!
Discutimos os avanços da cartas dos encontros anteriores e estudamos e analisamos os órgãos públicos e seus integrantes em cada região via conferencias de cultura. Pensamos ações efetivas para a volta nos Estados! Os relatos dos articuladores são diversos. Os grupos do Acre possuem uma proficiência nas discussões e boa articulação na região. Rondônia e Amazonas estão se estruturando e já é perceptível a união e as idéias novas que fluem por aqui, no horto florestal; em meio as muitas mangueiras e jacas, jacarés, casas de pau e palhas. Há a oca do lanche, típico da região que nos surpreendem com uma culinária riquíssima e estimulante para pensar nesta diversidade tão grande do Brasil; e como agimos de diferentes formas diante dos editais, governos e movimentos.
O pessoal daqui é bravo e forte. Como Cícero (Grupo Saci), repentista que nos brindou em vários momentos com seus versos surpreendentes e sua companheira Chica Brejeira que entoou “menos burocratas pra diminuir a burocracia”. Também Juliano (Vivarte) levantando sempre os conflitos, divergências, diferenças e a força que isto trás p o coletivo da região “o conflito faz parte do desenvolvimento humano”. O companheiro estradeiro da América latina Rogério e sua família circense a rodar numa Brasilia 78, que está parada lá no Ceará com monocilclo, pernas de pau, etc. Rapaziada que rodou muito por aí, comendo poeira. Estão nos mostrando o que é ter cupuaçu e açaí nas veias acreanas. Não podendo deixar de citar o pessoal das cidades de Feijó, Cruzeiro, grupos como o A e E do Edinho, Trincheira (excelente nome) da Andréia e Advânia/Neca. Cezar (sapiência) com o grupo De Olho na Coisa. Paulo e Robson do Grupo Camalearte, o Diego da Cia Vitória Régia, Carol da fundação e claro Lenine, Ed, todo pessoal da Fetac ou não. Todos numa só lida, batalha, labuta em articulação constante. Que as discussões decisões ecoem muito para além das fronteiras e barreiras. Que mostre quem somos diante dos caras que ficam atrás da mesa com o CU na mão!
Richard disse: O local dialoga e o BR ataca! Temos aqui 8 Estados!
Já conclamo o povo do RJ para o dia 5 tocar o horror no dia da entrega da carta da RBTR sobre os entraves de apresentação nos espaços públicos do Rio, para o Sr Prefeito. Lilian colocou na rede. Por aqui lemos e discutimos, mexemos também neste dia, mas já off-dia, já noite no hotel, não paramos nunca.
Pós janta uma cantoria com os repentistas e muito tambor. Roda e canto pra desvelar o manto das tranqueiras deste País!
Seguimos daqui. Os tambores da selva já começaram a rufar..... vamos desobstruir certas conexões e religá-las....

abraços.

Márcio Silveira (por aqui só: oh gaúcho gremista!)
articulador do RS ou seria região sul?'

terça-feira, 1 de setembro de 2009

CARTA ABERTA AO VENTO SUL - Contribuições da Rede Brasileira de Teatro de Rua ao Floripa Teatro



Estimada equipe da coordenação do Floripa Teatro - 16º Festival Isnard Azevedo e demais integrantes da Fundação Cultural de Florianópolis Franklin Cascaes. A Rede Brasileira de Teatro de Rua pretende através desta, além de ressaltar o fomento que o festival promoveu ao teatro de rua de forma mais direta - tanto que proporcionou o 2º Encontro regional da Rede - objetivar contribuições para melhorias e adequações mais específicas na estrutura, na recepção e produção do evento para os artistas e seus espetáculos de teatro de rua.
Desde os tempos dos Gregos o teatro prima por um contato mais direto e necessário com a platéia, para isto sempre esteve, nos mais de dois mil e quinhentos anos da história do teatro ocidental, presente nas ruas e espaços abertos da Polis. Nos dias de hoje no Brasil, há um número inestimável de grupos que se voltam para o espetáculo a céu aberto, cercado por um público movediço e transeunte, ávido por arte, que forma rodas propícias a nossa prática teatral. Esta formação de roda proporciona uma empatia não só do espectador com o espetáculo, mas sobretudo da relação entre os seres humanos - ator e público.
Vivemos num país livre e democrático e não há melhor lugar do que estar nas praças, ruas e parques para exercitar a democracia da arte do teatro. A essência mais pura e verdadeira do nosso trabalho, do contato humano, que assim se efetiva. O Brasil possui uma diversidade gigantesca de estilos, costumes, tradições e também de climas. Nos Estados do Sul há um clima úmido e chuvoso por esta época, o que torna por vezes difícil a prática do teatro de rua.
A organização do Floripa Teatro - 16º Festival Isnard Azevedo em suas últimas edições atenta a este clima, providenciou tendas de lona plástica branca para os locais de apresentações do teatro de rua, descentralizados e na região central na Alfândega. Nas tendas totalmente fechadas havendo apenas uma possibilidade de entrada e saída, havia arquibancadas e um tablado baixo, todos forrados com material semelhante a carpete, uma estrutura/gaiola de iluminação de quatro torres largas interligadas, tenda pequena como camarim, dois banheiros ecológicos e equipamento de som, além de segurança e uma pessoa da produção do evento. No entanto, gostaríamos de dizer que não era necessário nestas tendas tal aparato técnico. Poderiam ter quatro grandes refletores set light, sem filtro colorido, nos quatro cantos da estrutura da tenda, dando assim uma luminosidade mais homogênea na área total da atividade, suficiente para a visualização do que foi pensado para o espetáculo sobre a luminosidade do dia, além de permitir que atores e público se vejam, fundamental para o teatro de rua! Como choveu só alguns dias, poderia não ter o pano de roda (lonas dos quatro lados) que atrapalham a visibilidade dos transeuntes, esquenta muito e impede uma melhor ventilação e entrada de luz natural. As arquibancadas se forem uma condição do Festival que não abre mão, poderiam ser posicionadas de uma forma circular ou uma arena semicircular, pois assim teríamos melhor visualização por parte do público sem a necessidade da permanência de torção do pescoço durante todo espetáculo. Mas repetimos, melhor sem arquibancada, pois permite uma relação mais horizontal. Muitos grupos utilizam o público como camarim, como marcação de entradas e saídas de cenas, produzindo uma grande interação entre ambos e isso se perde com arquibancadas. A lona deveria ser uma opção apenas em caso de chuva, já que os espetáculos foram criados para o espaço aberto, valorizando ainda mais esta modalidade teatral bem como a cidade, espaço e cenário dessas representações.
Sabemos da atenção da organização em propiciar ao público melhores condições de apreciação estética dos espetáculos de rua, mas quando se coloca uma armação de iluminação baixa, pois com tantos refletores (em torno de 40) e próximos demais do elenco em alguns locais, ofuscaram os olhos dos atores, bem como prejudicaram na estética dos espetáculos. O ideal é a organização do evento permitir a autonomia dos grupos e artistas de Teatro de Rua de só utilizarem a infra estrutura necessária para o desenvolvimento dos seus espetáculos. Com base na diversidade de montagens nacionais de teatro de rua, afirmamos que somente o grupo sabe o que é melhor para sua apresentação e não alguém de forma autoritária da comissão organizadora. Os grupos selecionados enviaram seus vídeos e uma lista de necessidades, então não precisariam ficar se justificando durante o Festival e nem se submeter ao desrespeito que alguns passaram.
Gostaríamos de ressaltar também, que muitos grupos não possuem grande estruturas para apresentar e exigem uma organização básica do evento: transporte, água e alguém da produção do festival, preparada para suprir as necessidades e contratempos que por conseqüência venham surgir. O que em certos momentos não se efetivou no Floripa Teatro. Um festival com a dimensão desta edição não pode de forma alguma pecar na profissionalização de sua equipe de técnicos, produtores dos locais e transportes.
O festival proporcionou além das apresentações, também oficinas, debates e trocas efetivas dos grupos de teatro de rua com as comunidades onde estavam inseridos. Mostrando o interesse da organização em promover capacitação, qualificação e reciclagem de artistas e não artistas interessados. Porém faltou uma grade de horários das apresentações que permitisse aos grupos se assistirem. Todos apresentavam às 15h e 20h engessando uma troca maior. Havia grupos de localidades diferentes e sempre que assistimos uns aos outros acontece uma troca efetiva, com sugestões e críticas construtivas vitais para os grupos de teatro.
Frisamos que não se trata de algo pessoal de um ou outro grupo, mas a voz de um coletivo nacional de teatro de rua. Queremos contribuir com a experiência dos grupos da Rede, onde há grupos com 10, 15, 20 e mais de 30 anos de estrada e sabem do que estão falando. Durante a presente década temos relatos de vários anos onde grupos tiveram dificuldades com as estruturas deste festival. Entendemos que sem parte deste material locado e que custa uma boa verba, poderia o Festival direcioná-las para o aumento dos cachês dos grupos de rua e ampliar o número de espetáculos de rua, pois há demandas de mais locais na ilha mágica de Florianópolis.
Para finalizar, como síntese do que explanamos sobre as tendas e a outra carta já encaminhada em repudio a portaria que proíbe os artistas nos faróis, citamos parte de recente artigo de Amir Haddad, um dos pilares do teatro de rua brasileiro integrante do Grupo Tá na rua, publicado no Jornal do Brasil. "As políticas públicas oficiais são extremamente privatizadoras e excludentes, e as praças e ruas cada vez mais perdem suas características de lugares públicos para o convívio urbano indiscriminado e se transformam em espaços fechados onde o cidadão não encontra abrigo. (...) Se tivéssemos tantos artistas nas ruas como temos desempregados, marginais e policia nossa cidade seria melhor. Ou será que achamos que vivemos no melhor dos mundos e que basta limpá-lo para mantê-lo em "ordem"?".

Evoé!!

Cordiais saudações;

Rede Brasileira de Teatro de Rua
Rede Brasileira de Teatro de Rua
Rede Estadual de Teatro de Rua – RJ
Movimento de Teatro de Rua – BA
Movimento de Teatro de Rua de São Paulo - MTR/SP
Rede de Teatro de Rua do Ceará
Federação de Teatro do Acre - FETAC
Alice Viveiros de Castro - diretora e Conselheira do Conselho Nacional de Política Cultural
A Cia Elenco de Ouro (Curitiba/PR)
Abel Saavedra (Seres de Luz Teatro, SP)
ABRACIRCO - Camilo Torres- Vice-presidente.
Academia Mineira de Ilusionismo- AMI - Mágico Yago
Adailton Alves - Ator
Ailton Amaral - RJ
Alaor de Carvalho
Alessandra Carvalho
Alex Machado - RJ
Alex Marinho - SP
Ana Paula Casares (RJ)
Ananda Rasuck (Companhia Circo Teatro Capixaba/Vitória/ES)
André Garcia Alvez - RJ
André Luis Soares - RJ
Andréa Cevidanes – RJ
Ane Oliva(Grupo Joana Gajuru, Maceio/AL)
Anelise Camargo Garcia (RS)
Anna Fuão - Usina do Trabalho do Ator (Porto Alegre/RS)
Arte da Comédia - PR
Barracão Teatro (Campinas/SP)
Beatriz e Leandro Calado – Campos do Jordão
Benedicto Camillo ( Ouro Preto - MG)
Brava Companhia - SP
Buraco D'Oráculo - SP
Caio Martinez – SP
CEFAC – Centro de Formação Profissional em Artes Circenses
Centro Sócio-Cultural de Promoção da Cidadania – CARCARÁ (PE)
Cervantes do Brasil
Chico Pelúcio (Belo Horizonte/MG)
Cia Anjos Voadores
Cia Brava
Cia Circular – RJ
Cia de Capadócia - SP
Cia de Teatro Nu Escuro - Goiânia/GO
Cia de Teatro-Circo Lua Crescente (João Pessoa/PB)
Cia dos Inventivos de São Paulo
Cia Entropia de Patifaria - MG
Cia Mimicalado – Campos do Jordão
Cia Teatro Porão - RJ
Cia. Crônica de Teatro (Contagem/MG)
Cia. de Espetáculos Vérité (Cariacica/ES)
Cia. d'os melodramáticos – RJ
Cia. Teatro di Stravaganza (Porto Alegre /RS)
Cícero Silva - MG
Circo Dux -RJ
Circo Mínimo –SP
Circo Navegador - SP
Circo Teatro Girassol (POA/RS)
Circo Trapézio da Família Cericola (RJ)
CLAC Centro Londrinense de Arte Circense
clayton mariano
Cleber Braga (Curitiba/PR)
Coletivo Nopok do Rio de Janeiro
Como Lá em Casa - MTR/SP
Companhia 2 Banquinhos - RJ
Companhia Circo Teatro Capixaba (Vitória/ES)
Companhia do Miolo/SP
Cooperativa de Circenses da Bahia
Cooperativa Paulista de Circo – Diretoria
Crescer e Viver - RJ
Cristiano Pena – MG
Cristino Abel Saavedra - SP
Dalisa Campos (Vila Velha/ES)
Dayana Zdebsky de Cordova (Curitiba)
Diego Elias Baffi
Diego Esteves (Porto Alegre - RS)
Dilmar Messias (Circo Teatro Girassol,POA/RS)
Domingos Montagner SP
Duico Vasconcelos
Edilson Bispo (Ator,Diretor,Musico e pesquisador do Teatro de Rua, Salvador – Bahia)
Edmilson Santini - RJ
Edson de Mello (Dimello)
Edson Paulo – Ator (Buraco d´Oráculo, SP)
Elenco de Ouro (Curitiba)
Elsa Wolf
EncantaConto - Contadores de Histórias (Vila Velha/ES)
Erika e Dodô – RJ
Ermínia Silva - SP
Erro Grupo (Florianópolis/SC)
Esio Magalhães (Campinas/SP)
Estandarte Cia. de Teatro ( Ouro Preto-MG)
Fabricio Dorneles -RJ
FarsaCena Cia Teatral/RJ
Fernando Marques – ES
Fernando Sampaio - SP
Flávio Rodrigues – SP
Francisco Gaspar (nucleo pavanelli de teatro de rua e circo/SP)
Galpão do Circo (Escola de Circo de São Paulo - SP)
Gian Carlos Magno – RS
Gilvan Balbino - RJ
Grupo Arteatro – Paraty / Mangaratiba
Grupo Cutucurim - Angra dos Reis - RJ
Grupo de Teatro Rerigtiba (Anchieta/ES)
Grupo de Teatro/Circo DE PERNAS PRO AR – Canoas-RS
Grupo do Balaio - Circo Intervenção Circo do Balaio
grupo experimental de teatro vivarte
Grupo Galpão (Belo Horizonte/MG)
Grupo Garajal (Maracanaú Ce)
Grupo Joana Gajuru (Maceio/AL)
Grupo LaMínima de Circo e Teatro de SP
Grupo Off-Sina - RJ
Grupo Pé no Chão (RJ)
Grupo Primeiro de Maio - Salvador-Bahia
Grupo Quebracabeça – RO
Grupo Raízes do Porto (Porto Velho/RO)
Grupo Sítio do Jeca – SP
Grupo Tá na Rua (RJ)
Grupo Teatral Cachola no Caixote
Grupo Teatral de 4 no Ato - RJ
Grupo Teatral Manjericão (RS)
Grupo Teatro Andante
Grupo Teatro caretas – CE
Grupo Teatro de Caretas - Fortaleza – CE
Grupo Teatro Kabana (Sabará/MG)
Grupo Timbre de Galo de Passo Fundo, RS
Grupo Z de Teatro – ES
GTA-Grupo de Teatro Atula
Gustavo Pacheco( Ouro Preto - MG)
Gustavo Vierini - Mágico - RJ
Guto Pasini - RS
Gyselle Andrade Freitas
Hélio Froes – GO
Horácio Storani
HUhuhu circo teatro – Maranhão
Ifá-Rhadhá de Art' Negra - Olinda – PE
IntrépidaTrupe - RJ
Iracema Pires -RS
Jessé Duarte (Cia. Crônica de Teatro, Contagem/MG)
Joana Gajuru, Maceio-AL
João Carlos Artigos – RJ
João Novaes – RJ
João Pinheiro - MG
Josy Dantas (Icapuí-CE)
Júnio Santos (Icapuí-CE)
Junior Perim- RJ
Jussara Trindade, do Núcleo de Pesquisadores de Teatro de Rua – RJ
Leandro Hoehne - artista
Leo Carnevale - RJ
Leonardo Silva - Produtor Cultural
Licko Turle – RJ
Lilian Moraes -RJ
Liliana Marcela Curcio – SP
Lily Curcio (Seres de Luz Teatro, SP)
Lis Nobre – Grécia
Los Patos/SP
Lu Coelho – Atriz (Buraco d´Oráculo, SP)
Luanda Morena -RJ
Lucas Moreira - RJ
Luciano Wieser
Luiz Carlos Buruca - RJ
Mágico Yago (Academia Mineira de Ilusionismo- AMI, MG)
Majestade o Circo (Alagoas)
Marcelino Ramos ( Ouro Preto - MG)
Márcio Silveira dos Santos (RS)
Marcondes Mesqueu
Marcos Pavanelli (SP)
Mari Morango
Mariozinho Telles (RJ)
Marta Haas (Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz, Porto Alegre / RS)
Mauro Xavier – MG
Michelle Cabral - Cia. Chegança - São Luís/MA
Michelle França
Milene Acosta - Artista circense, atriz - RJ
Movimento Escambo
Movimento Livre Leste - união de 11 grupos de circo, teatro, dança, música, performance e outras artes
NACE - Núcleo transdiscilinar de Pesquisa em Artes Cênicas e Espetaculares - Maceió – Alagoas
Naiala Rasuck Rodrigues (Companhia Circo Teatro Capixaba/Vitória/ES)
Nara Salles (AL)
Netty Palácios
Núcleo Boa Praça - RJ
Núcleo Pavanelli de Teatro de Rua e Circo (São Paulo/SP)
O Circo e Teatro de Rua Os Mamatchas, de Presidente Prudente-SP
O Teatro Terceira Margem - BH/MG
Oigalê – RS
Orlando Vaz Carneiro (Palhaço Bem-Te-Vi, Campinas – SP)
Pâmela Vicenta – RJ
Paulo Santana - MG
Pedro Bennaton (Florianópolis/SC)
Pedro Vinicius (Icapuí-CE)
Povo da Rua
Raquel Durigon
Raquel Franco Tapete Criações Cênicas - MCTR-MA
Reinaldo Facchini – SP
Renata Lemes
Ricardo Fruque -SP
Richard Riguetti (RJ)
Robson Mol - AL
Robson Sanches
Rodrigo Matheus - SP
Rogerio Sette Camara
Rosa dos Ventos - SP
Rosa Rasuck (Vitória/ES)
Samir Jaime (RS)
Samuel Rasuck (Companhia Circo Teatro Capixaba/Vitória/ES)
Selma Pavanelli – Atriz
Seres de Luz Teatro –SP
Silvana Abreu- atriz, diretora e produtora teatral - São Paulo/SP
Simone Pavanelli (SP)
Spasso Escola Popular de Circo - BH- MG
Sua Majestade o Circo – Alagoas
Suely Rodrigues - RO
tablado de arruar – SP
Tapete Criações Cênicas – MA
Teatro de Anônimo – RJ
Teatro de Cordel - RJ
Teatro de Roda - RJ
Teatro em Trâmite
Teatro Itinerante – RJ
Teatro Ruante
Telma Amaral (Grupo de Teatro Rerigtiba, Anchieta/ES)
Thiago Salles – Campinas – SP
Tiche Vianna (Campinas/SP)
Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz (Porto Alegre / RS)
Troup Trama Circus - MG
Trupe Estação do Circo (São Carlos - SP).
Trupe Arlequin de Circo Teatro - PB
Trupe Artemanha de investigação urbana (SP)
Trupe Estação do Circo (São Carlos/SP)
Trupe Olho da Rua – SP
Trupe Popular Parrua
Trupeniquim - Cia de Circo
Tuca Cericola (RJ)
UBCI - União Brasileira de Circos Itinerantes - Wladimir Spernega – Presidente
UTA - Usina do Trabalho do Ator (Porto Alegre/RS)
Vanda Jacques – RJ
Vanderlei Miranda - Palhaço Orelha
Vanessa Galvao – RJ
Vanéssia Gomes – CE
Verônica Tamaoki -SP
Vinicius Longo - RJ
Willams Aris (Cia Anjos Voadores)
Willian Rodrigues (Companhia Circo Teatro Capixaba/Vitória/ES)
Willian Santana - PE
Wladimir Spernega – Presidente UBCI
Xisto Siman – MG